sábado, fevereiro 07, 2009

Amor de Verão

É na solidão deste dia de Inverno que me lembro do nosso amor de Verão. Não a paixão que queima e que morre, mas o sentimento que é puro e inocente que aquece. Fomos dois meninos que nada procurámos mas que muito encontrámos... depressa demais. Tão depressa que assustou, tão depressa que assustei, a mim e a ti, a nós.
Já não somos aqueles garotos, perdidos naquele outro tempo. Hoje somos quem somos e o susto trouxe a distância. Sim, a distância que arrefeceu aquele amor, mas que não gela a memória.
Tu foste o meu amor de Verão.

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terça-feira, janeiro 20, 2009

Os 10 Jogadores de Tenis Mais Sexy Do Mundo

O Australian Open 2009 já começou. Novas fotografias aparecem, fotografias que reflectem o calor que se vive por Melbourne, e se continuar assim, que faz incendiar um pouco também por todo o mundo. Este top, ao contrário de muitos outros que publico, não foi adaptado de nenhum lado, pelo que andei à procura de caras bonitas, músculos perfeitos. Sabem onde os encontrei? Em sites gay. Pois foi. Portanto o arrepio que passa pela nossa espinha, passa também por muitos homens por esse mundo fora. Ah, confesso que este top é muito... como dizer, pop cor de rosa. Mas é só para encher as vistas de alguns de vocês que conheço. Além disso, do mesmo modo que há uns tempos justifiquei bem o meu interesse por rugby, também o faço agora para o tenis. 10 boas razões para gostar de tenis. Sem ordem especifica (tirando o 10º que dou ao Nadal e o 1º que vai directo para o Tommy Haas), aqui ficam elas, as minhas razões:

10º Rafael Nadal (Esp, 1º rank ATP)
Fernando Verdasco (Esp, 15º)

Dmitry Tursunov (Rus, 30º)

Andy Roddick (EUA, 9º)

Tommy Robredo (Esp, 22º)

Marat Safin (Rus, 27º)

Juan Monaco (Arg, 49º)

Juan Carlos Ferrero (Esp, 65º)

Jan-Michael Gambill (EUA, 1146º)

1º Tommy Haas (Ale, 79º)
Outros nomes que poderão achar interessantes: Roger Federer, Novak Dyokovic, Lleyton Hewitt, Andy Murray, Paul-Henri Mathieu, Mikhail Youzhny, James Blake, Tomas Berdych ou Richard Gasquet, entre muitos outros.

Fontes: ATP Tennis, outros.

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domingo, dezembro 28, 2008

Esqueci-me de me lembrar

Ontem, esqueci-me de ti!
Lembrei-me de te ver,
Lembrei-me de te falar e de te ouvir,
Lembrei-me de te exalar e de te sentir.
Mas esqueci-me de ti!
Lembro-me da luz que irradia de ti,
Mas esqueci-me de olhar os teus olhos.
Lembro-me da sabedoria que transmites,
Mas esqueci-me de pedir as tuas palavras.
Lembro-me da sensualidade da tua voz,
Mas esqueci-me de ouvir esa tua canção.
Lembro-me do odor da tua pele,
Mas esqueci-me de absorver o teu perfurme.
Lembro-me dos teus lábios, do teu corpo,
Mas esqueci-me de te beijar e ser beijada.
Porque me deixas esquecer de ti?
Ontem, esqueci-me de ti!

Ri-te!

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terça-feira, outubro 28, 2008

Hoje, Lembrei-me De Ti

Justificar completamenteMais um ano passou e veio juntar-se a muitos outros da tua ausência. Felizmente já não penso em ti todos os dias. Apesar da falta que me fazes, seria demasiado penoso reviver os momentos contigo em todos eles, sentir-me a morrer um pouco cada dia que passasse, como aconteceu nos primeiros tempos. Adorei-te e adoro-te, mas ficar presa ao passado é uma autoflagelação que não estou disposta a aguentar. Quase me destruiu e tem sido uma guerra pessoal para mim voltar a erguer-me. E sei, por aquilo que eras, que não ias querer uma batalha épica provocada por ti. Não eras de remoer o passado e, por isso, sei que não me condenas por não o fazer. Não me lembro de ti todos os dias, mas hoje é um dos que me lembro. E lembro-me do que me fizeste chorar mas, sobretudo, do que me fizeste rir. Rir às gargalhadas. Rir da forma que é precisa para nos esquecermos do dia. Rir da forma que me faz sentir falta de ti. Tenho saudades da rotina do dia-a-dia contigo. De entrares por aquela porta e sintonizares todos à tua volta na tua onda. Sinto falta até da batota que estava inerente em ti mas que, sem a qual, não serias ... não seriamos os mesmos. E tenho saudades do teu simples toque, das tuas mãos distraídas no meu cabelo, das nossas mãos cruzadas. De tudo isso, eu lembro-me de ti, hoje, e tenho saudades. Sinto falta de ti e não de outro que faça o mesmo. Ontem e amanha, talvez me esqueça de ti e sinta a falta de alguem. Mas hoje és só tu. E eu não quero mais ninguem. Espera, não quero derramar lágrimas, nem por ti, nem aqui, nem agora. É melhor ficar-me por ora. Mas fica aqui o testemunho para que saibas que há dias em que me lembro. Mais um ano passou... Amigo, beijos carregados de saudades.

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sexta-feira, setembro 05, 2008

Acordar da Noite

A noite é sedutora, a manhã é segurança.
A noite é amante, a manhã é refúgio.
A noite é misteriosa, a manhã é um livro aberto.

Podemos querer noites, podemos viver a noite e senti-la durante algum tempo. Faz-nos felizes. Uma felicidade ilusória, uma felicidade no momento. No fim, mais tarde ou mais cedo, são as manhãs que ansiamos, a manhã em que acordamos nos braços dele, e mais do que estarmos felizes, sentimo-nos felizes, porque a noite não foi mais uma ilusão.

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quinta-feira, agosto 28, 2008

Amei-te e Perdi-te

Amei-te e perdi-te
Como posso explicar?

Amei-te infinitamente,
Amei-te para além do amanhã,
Amei-te para além de mim.
Mas por te amar tanto perdi-te.

Perdi-te porque o teu amor era limitado,
Perdi-te porque o te deixaste ficar no ontem,
Perdi-te porque para ti só existias tu.
Por te amar demais, deixei-te ir.

Tu queres alguém que ame menos.
Tu queres alguém que ame mais perto.
Tu queres alguém que só te ame a ti.
Tu queres alguém que não sou eu.

Amei-te e perdi-te.

Encontramo-nos logo para um café?
Espero por ti no sítio do costume.

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quarta-feira, agosto 20, 2008

Monólogo de Uma Mulher Moderna

(Num futuro breve...)
São 5.30h da manhã, o despertador não pára de tocar e não tenho froças nem para atirá-lo contra a parede. Estou acabada. Não quero ir trabalhar hoje. Quero ficar em casa, a cozinhar, a ouvir música, a cantar, etc. Tudo menos sair da cama, meter a primeira e ter de pôr o cérebro a funcionar. Gostava de saber quem foi a bruxa imbecil, a matriz das feministas que teve a desgraçada da ideia de reinvidicar os direitos da mulher e porque o fez connosco que nascemos depois dela?
Esava tudo tão bem no tempo das nossas avós, elas passavam o dia todo a bordar, a trocar receitas com as suas amigas, ensinando-se mutuamente segredos de condimentos, truques, remédios caseiros, lendo bons livros das bibliotecas dos seus maridos, decorando a casa, podando árvores, plantando flores, recolhendo legumes das hortas e educando os filhos. A vida era um grande curso de artesãos, medicina alternativas e de cozinha.
Depois ainda ficou melhor, tivemos os serviços, chegou o telefone, as telenovelas, a pílula, o centro comercial, o cartão de crédito, a Interner! Quantas horas de paz a sós e de realização pessoal nos trouxe a tecnologia!
Até que veio uma tipa, que pelos vistos não gostava do corpinho que tinha, para contaminar as outras rebeldes inconsequentes com ideias raras sobre "vamos conquistar o nosso espaço". Que espaço?! Que caraças!
Se já tínhamos a casa inteira, o bairro era nosso, o mundo a nossos pés!!! Tínhamos o domínio completo dos nossos homens, eles dependiam de nós, para comer, vestirem-se e para parecerem bem á frente doa amigos, e agora? Onde é que eles estão??? Nosso espaço???!!! Uma treta...
Agora eles estão confundidos, não sabem que papel desempenham na sociedade, fogem de nós como o diabo da cruz.
Essa piada... essa ideia estúpida, acabou por encher-nos de deveres. E o pior de tudo, acabou lançando-nos no calabouço da solteirice crónica aguda!!!
Antigamente os casamentos eram para sempre. Porquê? Digam-me porquê, um sexo que tinha tudo do melhor que só necessitava de ser frágil e deixar-se guiar pela vida, começou a competir com os machos? A quem ocorreu tal ideia?
Vejam o tamanhão dos bíceps deles e vejam o tamanho dos nossos! Estava muito claro que isso não ia terminar bem.
Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de ser magra como uma escova, mas com as mamas e o rabo rijos, para o qual tenho que me matar no ginásio, ou de juntar dinheiro para fazer uma mamoplastia, uma lipo, ou implantes nas nádegas... Além de morrer de fome, pôr hidratantes, anti-rugas, padecer do complexo do radiador velho a beber água a toda a hora e acima de tudo ter armas para não cair vencida pela velhice, maquilhar-me impecavelmente cada manhã desde a cara ao dcote, ter o cabelo impecável e não me atrasar com as madeixas, escolher bem a roupa, os sapatos e os acessórios, não vá não estar apresentável para a reunião de trabalho. E não só, mas também ter que decidir que perfume combina com o meu humor, ter de sair a correr para ficar engarrafada no trânsito e ter que resolver metade das coisas pelo telemóvel, correr o risco de ser assaltada ou de morrer numa investida de um autocarro ou de uma mota, instalar-me todo o dia em frente ao pc, trabalhar como uma escrava, moderna claro está, com um telefone ao ouvido a resolver problemas uns atrás dos outros, que ainda por cima não são os meus problemas!!! Tudo para sair com os olhos vermelhos? Pelo monitor, porque para chorar de amor não há tempo!
E olhem que tinhamos tudo resolvido, estamos a pagar o preçi por estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, perfumadas, unhas perfeitas, operadas, sem falar do currículo impecável, cheio de diplomas, de doutoramentos e especialidades, tornámo-nos super-mulheres mas continuamos a ganhar menos que eles e de todos os modos são eles que nos dão ordens!!!
Que desastre!
Quero alguém que me abra a porta para que possa passar, que me puxe a cadeira quando me vou sentar, que mande flores, cartinhas com poesias, que me faça serenatas à janela!
Se nós já sabíamos que tínhamos um cérebro e que o podíamos utilizar para quê ter que demontra-lo a eles??
Ai meu Deus, são 6.10h, e tenho que levantar-me da cama...
Que fria está solitária e enorme cama! Ahhh... Quero um maridinho que chegue do trabalho, que se sente ao sofá e me diga: meu amos, não me trazes um whisky por favor? ou: o que há para jantar? Porque descobri que é muito melhor servir-lhe um jantar caseiro do que atragantar-me com uma sanduíche e uma Coca-Cola light enquanto termino o trabalho que trouxe para casa.
Pensas que estou a ironizar ou a exagerar?
Não minhas queridas amigas, colegas inteligentes, realizadas liberais... e idiotas!
Estou a falar muito a sério: abdico do meu posto de mulher moderna. E digo mais: a maior prova da superioridade feminina era o facto de os homens esfalfarem-se a trabalhar parea sustentar a nossa vida boa!
Agora somos iguais a eles!
Autor Desconhecido

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quinta-feira, agosto 14, 2008

O Que Deixa Saudade

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudade
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir.

Mas as coisas vulgares facilmente doem e fazem sorrir. O que faz a diferença é a mesmo a indiferença. Simples indiferença que marca a vulgaridade. Podias ter passado por mim e eu teria sido indiferente. Mas a verdade é que os sorrisos que mostrei quando estávamos juntos e a dor que senti quando te foste embora, são tudo menos marcados pela indiferença da vulgaridade e, por isso, deixas saudade. Voltaremos a encontrar-nos. Eu sei que sim. Mais dor e mais sorrisos. Mas até lá haverá mais saudade.

São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder
Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer.

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domingo, agosto 10, 2008

Sedução à Mesa

Esta senhora está feliz, esta senhora acabou de ter um dos seus maiores prazeres... Mas acho que se prepara para outro maior ainda. Ela está numa cama de lençois macios e sente-se quente. Acho que se sente mesmo muito quente. Acho que a ideia é ser comida, talvez devorada, mas acho que ainda tens tempo para brincar um pouco com ela. Oh, acho que sim, que tens. No fim, quando ela se sentir talvez um pouco dorida, vai estar satisfeita, e mais feliz, vais estar tu. Vais deliciar-te com o corpo dela, tocar aqui e experimentar acolá. Mas no fim, tu vais chorar por mais. Mais! Mais! Ups, não há mais. Mas temos outra coisa... (Bem que se diz que se apanha um homem pela boca...)
Riam-se.

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quinta-feira, agosto 07, 2008

O Segredo De Uma Lágrima

- Shh! Chaega-te aqui. Quero-te contar um segredo. Eu estou aqui, eu existo aqui. Ainda não tinhas reparado? Então, pára um pouco e olha. Observa. Sim, estás no mundo. Um mundo que te rodeia e que te chama a participar. Pois, eu também chamo por ti. Preciso de ti aqui, comigo. Aqui e agora. Já observaste tudo? Olha para este lado, este lado onde estou. O que vês?

- Vejo-te a ti e, mais do que a ti, vejo o que és. Vejo a cara de amuo de tens agora onde os teus lábios choram para mim. Pára. Não chores. Os teus olhos ainda prendem as lágrimas e o teu nariz empinado esconde mágoa com orgulho. Mas, agora vejo o que és. O que sentes. Desculpa. Chega mais perto. Quero contar-te outro segredo. Eu posso nem sempre te ver, mas o meu coração de certeza que te sente sempre, porque o que vejo agora és tu, a minha mulher, a minha amiga, a minha amante.
Faz, por favor, o meu mundo parar e puxa-me para fora da minha distracção. Se não reparo em ti quando estás comigo é porque, para mim, estás sempre a meu lado, uma presença constante, que nem páro para te dizer que senti a tua falta. Agora chora.

- Eu choro mas exigo que me limpes as lágrimas, as beijes, as sintas. Choro aqui contigo e observa aqui comigo.

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quarta-feira, agosto 06, 2008

Pé de Menina

Bate o teu pé, menina teimosa.
Mostra o teu pé, menina bonita.
Molha o teu pé, menina inocente.
Roça o teu pé, menina sedutora.
Roda o teu pé, menina alegre.

Deixa o teu pé bater, mostrar-se, molhar-se, roçar e rodar, mas trá-los até mim.

Bate o pé enquanto teimas comigo.
Mostra o pé enquanto te despes.
Molha o teu pé enquanto me fazes inocente.
Roça o teu pé em mim enquanto me seduzes.
Roda o teu pé enquanto danças comigo.

Trá-los até mim e sorri.


Á minha Joaninha, leva os teus pés e seduz a tua vida. Por onde caminhares, iluminarás.
Vozes baixas não se ouvem. Vozes altas, escutam-se. Eu falo alto. Ouve o que te digo. Sê feliz e sorri. Ri-te.

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terça-feira, agosto 05, 2008

Brumas da Noite

Prefiro percorrer as ruas da minha infância, respirar o ar fresco das brumas matutinas que me envolvem, cumprimentar amigos e vizinhos com um bom dia, parar para falar com eles e receber um sorriso sincero no rosto e no olhar deles.

Prefiro a simplicidade da manhã à complexidade da noite.

Rostos fechados usam máscaras e não se conseguem ler os olhos com a clareza que é precisa. Os sorrisos são matreiros e procuram a sinceridade de uma hora, mais do que a sinceridade de um gesto. Amigos e vizinhos são estranhos desconfiados. Sufoco com os odores nocturnos, enquanto vagueio com ar perdido em espaços fechados, em lugares onde não me reconheço.

Porque, sinceramente, procuro um amor de manhã do que uma paixão à noite.

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sábado, julho 26, 2008

Cansada


Cansada,
Extremamente cansada.
Quero deixar de sentir a dor.
Quero não pensar mais hoje.
Respirar custa e andar magoa.
Quero dormir e acordar amanhã.
Não vou querer esquecer o sofrimento,
Mas aprender onde estão as pedras do meu caminho.
Talvez volte a encontrá-las,
Mas então saberei contorná-las.
Enganar o meu destino.
Mas ainda muita dor vou sentir,
E por sabê-lo e por agora senti-lo,
Estou cansada,
Extremamente cansada.

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segunda-feira, julho 21, 2008

Saudade

Saudade
De ti,
Do teu amor,
Das tuas palavras,
Das tuas carícias,
Do que me fazes sentir
Quando voltarei a ver-te?
Quando voltarei a ouvir-te?
Quando voltarei a respirar-te?
Quando voltarei a tocar-te?
Quando voltarei a provar-te?
Volta depressa,
Saudade

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domingo, julho 20, 2008

Ventos

Ventos que me trazem segredos murmurados do outro lado do oceano.
Contam-me que nessa margem, está um homem que todas as noites espera e anseia voltar a ouvir o, doce mas triste, canto de uma mulher, que não conhece mas que em todos os seus sonhos, revê e, caprichosamente, em todos os seus sonhos, não alcança.
Peço ao vento, que volte e que lhe envie o meu canto que a tristeza abandona, quando finalmente reconhece o homem cujo chamamento um dia escutou, depois de lágrimas perdidas para um amor que julgava não voltar a encontrar.
Ventos que entregam na outra margem silêncios falados, escutados pelo homem que se envolve em tornados de paixões.
Ventos que me trazem o homem, ventos que me trazem a paixão.
Ventos que me trazem sentimentos despertados por segredos murmurados ao meu ouvido deste lado do oceano.

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sexta-feira, julho 18, 2008

Palavras Não Ditas

Disseram-me que houveram palavras não ditas entre nós. É verdade?
Conhecemo-nos há quanto tempo? Desde o meu sempre, não é? Tu sempre exististe para mim e eu quase sempre existi para ti. Não nos conhecemos antes disso. Foste sempre meu amigo e eu tua amiga. É verdade que por vezes imeginei mais do que isso. Mas quem era eu para ir ter contigo? Durante algum tempo esperei por ti, que viesses ter comigo. Não vieste, mas nem me apercebi de ter ficado triste. Talvez porque, no fundo, não tivesse ficado. Afinal, o que é que eu com essa idade sabia de espera?
Continuámos a crescer, talvez me tenha tornado um pouco mais distante, em parte porque me tornei também mais tímida, há medida que ia tomando consciência do meu corpo. Quase inconscientemente, afastei-te de mim. Será porque tinha medo do que pudesses fazer comigo? Mas, ei, somos amigos.
Disseram-me que houveram palavras não ditas entre nós.
Disseram-me que esperavas e sentias o mesmo por mim. É verdade? Será que fomos assim tão parvos e tão cegos? Entendeste que eu não te queria da maneira que tu me querias, e afastaste-te. Porque tu és aquele que deixa a sua própria felicidade fugir para alcançar a felicidade de alguém que gostas. Como é que deixámos que tal acontecesse? O que é que se passou?
Disseram-me que houveram palavras não ditas entre nós.
A verdade é que nenhum de nós as disse. E o tempo passou. Talvez a nossa oportunidade também. Agora, somos adultos. Conduziste a tua vida pelo caminho certo. Quando soube, fiquei com um pouco de inveja dela. Mas nunca fomos nós. Estou feliz por ti. Triste pelo desentendiemento que nos pode ter custado mais do que aquilo de que nos apercebemos, mas feliz por ti.
Disseram-me que houveram palavras não ditas entre nós. É verdade? Pois agora estão ditas.
Adoro-te, meu amigo.

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terça-feira, julho 15, 2008

A Viagem da Vida


A vida é dos conceitos que mais analogias nos oferece, uma delas é com o caminho de ferro. Se te sentes perdido só tens de encontrar um caminho de ferro, ele vai levar-te a algum lado. Enquanto não chegares ao teu destino final, encontrarás muitas estações e apeadeiros. Mas no fim do caminho, está a tua paragem. Vais encontrar muitos entroncamentos, e terás de decidir qual o caminho a seguir. Pode ser que não gostes da paisagem que escolheste, volta atrás e vai pelo outro. Terás eventualmente de te arredar quando os combóios passarem por ti, mas não te afastes muito, mantém o caminho de ferro debaixo de olho, ou podes perder-te. Durante toda a tua viagem, aprecia o que te rodeia: sobe as montanhas que encontras, nada nos rios que atravessas, sente o ar na cara quando passares sobre altos desfiladeiros. Mas não te esqueças de qual o teu destino final.
Ora o teu destino final, por mais voltas que a vida dê, é teres cumprido todos os teus pequenos e grandes objectivos (que são os apeadeiros e as estações); segue a vida com eles debaixo de olho; toma decisões mas não tenhas medo de as corrigir (se necessário for); vais encontrar alguns obstáculos mas logo que puderes supera-los; descansa um pouco entre eles, mas acima de tudo goza a vida (goza a paisagem), e sê feliz.

O post pode ser dedicado a todos os que cumpriram objectivos, mas hoje é especialmente dedicado à minha prima Sónia que parou agora numa grande estação. Logo, logo segue viagem, mas por agora, descansa um pouco. Boa sorte, prima.

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sexta-feira, julho 11, 2008

Coração desperto


Ao ver os teus olhos
Ao beijar a tua boca
Ao cheirar o teu corpo
Ao tocar a tua pele
Ao ouvir o teu murmúrio
O meu coração desperta
para quem eu sempre quis que abrisse.

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quinta-feira, julho 10, 2008

Os Quatro Elementos

Tu és... fogo que me queima e me enche de prazer; que me aquece a alma e responde ao chamamento do meu corpo; que me deita na cama e faz arder o meu coração.

Tu és... água que abafa o fogo em mim e me acalma o prazer; que me refresca a alma e faz remoinho para me prender nos lençois; que me abraça em ondas de paixão e que me dá vida.

Tu és... ar que me faz respirar e me completa de amor; que enche o meu peito de alegria e o esvazia de tristezas; que quase me sufoca na cama e depois me restitui de vida.

Tu és... terra que aconchega as minhas raízes e fá-las crescer um pouco mais, que me encaminha para a cama e me dá a segurança de sentimento firme; que me adora e faz querer cuidar de ti.

Fogo que gera paixão
Água que gera amor
Ar que gera vida
Terra que gera segurança

Tu és... a minha paixão, o meu amor, a minha vida e a minha segurança. Tu és o meu Quinto Elemento.

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No meu jardim

Hoje está calor. E é debaixo dele que prosto aos pés das minhas flores no meu jardim. Brinco com a água com que as rego, e a brisa suave mas abafada fá-las rirem-se para mim.
Está calor. O sol quase me sufoca. Sinto o meu corpo em febre. O único alívio que encontro é a frescura do meu vestido que brinca e roça as minhas pernas. Ah, mas então, a mangueira que levava a água às flores, trá-la para mim.
Sinto a febre a baixar, sinto a água a lamber a minha pele, a beijar-me por inteiro: os meus olhos, a minha face, os meus lábios, o meu pescoço, ... e continua a descer. O vestido já não acaricia, antes abraça e possui o meu corpo.
Hoje, o meu corpo em febre refresca-se com a água com que rego o meu jardim. E, por agora, sou livre do sufoco e prisioneira do alívio. Por agora, esqueço que está calor.

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