Seguindo uma dica da Super Interessante, fui procurar a lista dos filmes que mais receitas (em milhões de dólares) geraram nos cinemas, de todos os tempos, ajustando-as aos preços médios actuais dos bilhetes. Trago-te então a lista dos 15 mais. Para conheceres os 100 mais, clica aqui.
15 A Golpada (1973) - $640
De George Roy Hill, Comédia, Crime
14 A Guerra das Estrelas: O Regresso de Jedi (1983) - $675
De Richard Marquand, Aventura, Ficção-científica
13 Ben-Hur (1959) - $703
De William Wyler, Drama Épico
12 A Guerra das Estrelas: O Império Contra-Ataca (1980) - $704
De Irvin Kershner, Aventura, Ficção-científica
11 Os 101 Dálmatas (1961) - $717
De Clyde Geronimi, Hamilton Luske, Wolfgang Reitherman, Animação
10 Branca de Neve e os Sete Anões (1937) - $782
De David Hand, Animação
9 O Exorcista (1973) - $793
De William Friedkin, Terror
8 Doutor Zhivago (1965) - $891
De David Lean, Romance Épico
7 Tubarão (1975) - $919
De Steven Spielberg, Thriller, Terror
6 Titanic (1997) - $921
De James Cameron, Romance
5 Os Dez Mandamentos (1956) - $940
De Cecil B. DeMille, Épico
4 ET - O Extraterrestre (1982) - $1018
De Steven Spielberg, Aventura, Ficção-científica
3 Música no Coração (1965) - $1022
De Robert Wise, Musical
2 A Guerra das Estrelas (1977) - $1278
De George Lucas, Aventura, Ficção-científica
1 E Tudo o Vento Levou (1939) - $1455
De Victor Fleming, Drama Épico Fonte: Box Office Mojo, Super Interessante (Ago 09)
Ok, este é um post muito pessoal. É a minha lista, e podia ter incluído mais alguns. Só que esses alguns fazem parte daquele tipo de filmes em que já estás cansada de algumas cenas e começas a passá-las à frente. Estes 7 filmes são aqueles que eu vejo do princípio ao fim, sem corte de cenas. Não tenho preferência por um género, a minha personalidade é gostar de tudo um pouco. São filmes que por uma razão ou outra me marcaram, ou pelas circunstâncias ou pela história. Façam a vossa lista.
Duelo de Titãs (2000)
Género: Drama Com Denzel Washington, Will Patton, Donald Faison, Wood Harris, Ryan Hurst, Kate Bosworth, Ryan Gosling. Herman Boone (Denzel Washington) é contratado para ser treinador de uma equipa de futebol americano do Liceu T. C. Williams, Virgínia, início dos anos 70, dividida pelo racismo. A integração racial dos estabelecimentos de ensino norte-americanos está em curso e as relações entre estudantes é complicada. Contrariamente a todas as expectativas, Boone consegue derrubar as barreiras raciais existentes e fazer da equipa um grupo unido. (Baseado em acontecimentos reais, é um dos meus filmes preferidos pela história e pela mudança.)
Wimbledon - Encontro Perfeito (2004)
Género: Comédia, Romance Com Kirsten Dunst, Paul Bettany, Kyle Hyde, Robert Lindsay, Bernard Hill, Sam Neill, James McAvoy, Jon Favreau. Peter Colt (Paul Bettany) é um tenista sem sorte no jogo e no amor. Com um "wildcard", consegue ir jogar no prestigiado torneio de Wimbledon, onde se apaixona pela estrela Lizzie Bradbury (Kirsten Dunst). Subitamente inspirado pela sua nova paixão e protegido pela sorte, Peter vê a possibilidade de realizar o seu sonho...e vencer o torneio. (Apesar de ser uma história previsível e que se pode esquecer assim que acaba o filme, talvez por envolver o ténis, gosto dele, e vejo sempre que há um grand slam.)
América Proibída (1998)
Género: Drama Com Edward Norton, Edward Furlong, Fairuza Balk, Beverly D'Angelo, Elliott Gould. Depois de uma vida dedicada à violência, um homem vai ter que lutar contra os seus ideais para não colocar em perigo os seus laços. Danny Vinyard (Edward Furlong) é um adolescente influenciado pelo irmão mais velho, Derek (Edward Norton), um skinhead repleto de ódio por todos os que são diferentes de si. A aversão a outras raças dispara com a morte do pai. Ele inicia uma viagem ao mundo da violência que o vai levar à prisão. Nesse período de solidão Derek apercebe-se que pode ser um homem diferente. A sua única incerteza é se vai ser capaz de ajudar o seu irmão. (O meu primeiro filme preferido. Se tivesse que ordenar esta lista, este filme estaria no topo. Um filme bastante intenso e marcante.)
Armageddon (1998)
Género: Ficção Científica, Acção Com Bruce Willis, Billy Bob Thornton, Ben Affleck, Liv Tyler, Will Patton, Steve Buscemi, William Fichtner, Owen Wilson, Michael Clarke Duncan, Jason Isaacs, Eddie Griffin, Charlton Heston. Um asteróide do tamanho do Estado do Texas dirige-se para a Terra a alta velocidade. O seu impacto contra o planeta significará o desaparecimento do mesmo. Depois de descobrir a situação e com uma margem de actuação de doze dias, o director da NASA, Dan Truman (Billy Bob Thorton), decide enviar doze homens liderados por Harry S. Stamper (Bruce Willis) - o melhor profissional na realização de prospecções - para que cheguem até à superfície do meteorito, a perfurem e introduzam um dispositivo nuclear que o faça explodir em mil pedaços. (Em termos de ficção científica, só vou até aqui, nada de ETs, de hobbits, ou de feiticeiros com cicatrizes na testa. Por outro lado, nunca chorei no Titanic, no Pearl Harbor - enfim, os filmes típicos que dão para chorar -, mas chega a hora do homem ficar para tráz no asteróide e eu desmancho-me sempre, sempre, de todas as vezes.)
P.S. - I Love You (2007)
Género: Drama, Romance Com Hilary Swank, Gerard Butler, Gina Gershon, James Marsters, Lisa Kudrow, Kathy Bates. Holly Kennedy (Hilary Swank) é atraente, inteligente e casada com o amor da sua vida - Gerry (Gerard Butler), um impetuoso e divertido irlandês. Quando uma doença tira a vida a Gerry, Holly fica em estado de choque. A única pessoa que a pode ajudar é aquela que já não está com ela. Ninguém conhecia Holly como Gerry, e por isso antes de morrer ele escreveu uma série de cartas. Cada carta, que vai chegando até Holly de forma inesperada, ajuda-a a ultrapassar o luto e a redescobrir-se, terminando sempre com um "P.S. I Love You". Os familiares e amigos receiam que as cartas não deixem Holly esquecer o passado mas, para ela, as palavras de Gerry servem de guia para uma tocante e hilariante viagem de redescoberta do seu casamento. (Antes do filme sair, muito antes, li o livro e apaixonei-me. Passado um ano ou dois, saiu para os cinemas e eu apaixonei-me pelo filme, talvez por falar em possibilidades, em sonhos. Adoro.)
Páginas de Liberdade (2007)
Género: Drama Com Hilary Swank, Patrick Dempsey, Glenn Scott, Imelda Staunton. A duplamente galardoada com um "Óscar da Academia" Hilary Swank brilha nesta apaixonante história sobre jovens vindos de bairros degradados, criados no meio de tiroteios e de um ambiente violento, e uma professora que lhes dá o que eles mais precisam: uma voz própria. Largada na "zona de tiro" de uma escola dilacerada pela violência e pela tensão racial, a professora Erin Gruwell trava uma batalha para fazer com que a sala de aulas passe a ter importância nas vidas destes estudantes. Agora, contando as suas próprias histórias e ouvindo as histórias dos outros, um grupo de jovens, supostamente "incorrigíveis", irá descobrir o poder da tolerância, reclamar as suas vidas despedaçadas e mudar os seus mundos. Com desempenhos electrizantes por parte de um elenco de estrelas, em que se inclui o vencedor do Globo de Ouro Patrick Dempsey (Anatomia de Grey) e a estrela de música Mário, Páginas de Liberdade é baseado no aclamado best-seller, The Freedom Writers Diary. (Mais um filme baseado na realidade. Antes de ter estreado ontem na televisão portuguesa, já eu o tinha visto vezes sem conta, e quem segue o blog sabe que sim. Dos melhores...)
Ratatui (2007)
Género: Animação, Comédia Com Patton Oswalt, Brian Dennehy, Janeane Garofalo, Ian Holm, Peter O'Toole. No mundo dos ratos, Remy está destinado a uma vida de um simples "detector de veneno" utilizando o seu talento único para seleccionar o lixo "seguro" para a sua família comer. Mas considera-se um criador. Quando não está à procura dos restos de comida gourmet, está ocupado a estudar com a máxima atenção o seu bem mais precioso, o já gasto livro de culinária do magnífico chefe de cozinha, o falecido Chefe Auguste Gusteau. Quando o destino o faz literalmente cair na cozinha de Gusteau, no restaurante mundialmente famoso do seu ídolo em Paris, Remy vive o seu sonho de cozinhar, embora de forma pouco convencional, numa cozinha de verdade. (Sim, sim, eu também gosto de desenhos animados, e este filme só representa todos (ou quse todos) os do seu género, principalmente, porque me fazem esquecer da realidade e me fazem rir com vontade.)
Esta é a minha lista, mas há muitos filmes que adoro, muitos entre comédias românticas (Notting Hill), dramas (Rebeldes do Bairro), ficção científica (O Dia Depois De Amanhã), filmes baseados em factos reais (A Lista De Schindler), desenhos animados (Ice Ages), etc. Mas como vos disse, façam a vossa lista.
"Reece Gilmore foge de um passado traumático como única sobrevivente de um crime brutal em que viu todos os seus amigos morrer. Um dia chega a Angel's Fist, um lugar idílico rodeado por belas montanhas, e decide aceitar um emprego no restaurante local como cozinheira. Reece cedo encanta os locais com os seus dotes de culinária. Afinal de contas, era uma famosa chefe de cozinha na Costa Leste, mas continua atormentada pelo crime de que foi vítima, e luta constantemente contra os pesadelos que a assombram. Até que um dia é a única testemunha de um novo homícidio...
Sendo tão frágil e dada a ataques de pânico, ninguém na cidade parece acreditar em Reece a não ser Brody, um irascível e atraente escritor de policiais. E quando uma série de eventos perigosos tornam claro que alguém está a tentar enlouquecer Reece e a eliminá-la do caminho, ela terá que confiar em Brody, e em si própria, para descobrir se existe ou não um assassino em Angel's Fist. Venha descobrir a beleza das montanhas americanas e as fantásticas receitas de culinária de Reece Gilmore, nesta apaixonante história de crime, loucura e amor de Nora Roberts."
"A história enternecedora e inesquecível de uma família e do seu cão mal comportado que ensina o que realmente importa na vida. Esta podia ser a sua história: chamavam-se John e Jenny, eram jovens, apaixonados e estavam a começar a sua vida juntos, sem grandes preocupações, até ao momento em que levaram para casa Marley, «uma bola de pêlo amarelo em forma de cachorro», que, rapidamente, se tranformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos. Era um cão como não havia outro nas redondezas:arrombava portas, esgadanhava paredes, babava-se todo por cima das visitas, roubava roupa interior feminina e abocanhava tudo a que pudesse deitar o dente. De nada lhe valeram os tranquilizantes receitados pelo veterinário, nem, tão pouco, a «escola de boas maneiras», de onde, aliás, foi expulso. Só que Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. Partilhou a alegria da primeira gravidez do casal e o seu desgosto com a morte prematura do feto, esteve presente no nascimento dos bebés ou quando os gritos de uma vítima de esfaqueamento ecoaram pela noite dentro. Conseguiu ainda a «proeza» de encerrar uma praia pública e arranjou um papel numa longa-metragem, através do qual se fartou de «conquistar» corações humanos. A família Grogan aprendeu, na prática, que o amor se manifesta de muitas maneiras... e feitios." Para leres a minha opinião, clica na imagem.
Os 30 Segundos Mais Interessantes da XLIII SuperBowl
E por falar em Super Bowl... Longe vão os tempos em que aparecia um gajo todo nu, ou uma mulher e interrompia o jogo, como dizia um jornalista da CNN. As câmaras apressavam-se em virar a objectiva para o lado contrário. No domingo à noite, logo após um brutal touchdown dos Cardinals, a transmissão do jogo foi interrompida, por um vídeo pornográfico de 30s. Parece que os sinais de transmissão se trocaram durante o jogo. Não vos sei dizer se o filme passou para todo o país ou se apenas para o estado do Arizona. Seja como for, não chegou a Portugal, senão pelo YouTube.
Melhor Filme ~ O Estranho Caso de Benjamin Button ~ Frost/Nixon ~ Milk ~ The Reader ~ Quem Quer Ser Bilionário?
Melhor Realizador ~ Danny Boyle 'Quem Quer Ser Bilionário?' ~ Stephen Daldry 'The Reader' ~ David Fincher 'O Estranho Caso de Benjamin Button' ~ Ron Howard 'Frost/Nixon' ~ Gus Van Sant 'Milk'
Melhor Actor ~ Richard Jenkins 'The Visitor' ~ Frank Langella 'Frost/Nixon' ~ Sean Penn 'Milk' ~ Brad Pitt 'O Estranho Caso de Benjamin Button' ~ Mickey Rourke 'O Wrestler'
Melhor Actriz ~ Anne Hathaway 'O Casamento de Rachel' ~ Angelina Jolie 'A Troca' ~ Melissa Leo 'Frozen River' ~ Meryl Streep 'Dúvida' ~ Kate Winslet 'The Reader'
Melhor Actor Secundário ~ Josh Brolin 'Milk' ~ Robert Downey Jr. 'Tempestade Tropical' ~ Philip Seymour Hoffman 'Dúvida' ~ Heath Ledger 'O Cavaleiro das Trevas' ~ Michael Shannon 'Revolutionary Road'
Melhor Actriz Secundária ~ Amy Adams 'Dúvida' ~ Penélope Cruz 'Vicky Cristina Barcelona' ~ Viola Davis 'Dúvida' ~ Marisa Tomei 'O Wrestler' ~ Taraji P. Henson 'O Estranho Caso de Benjamin Button'
Melhor Filme Animado ~ Bolt ~ O Panda do Kung Fu ~ Wall-E
Melhor Filme Estrangeiro ~ O Complexo Baader Meinhof 'Alemanha' ~ A Turma 'França' ~ Departures 'Japão' ~ Revanche 'Austria' ~ A Valsa Com Bashir 'Israel'
Melhor Argumento Original ~ Dustin Lance Black 'Milk' ~ Courtney Hunt 'Frozen River' ~ Mike Leigh 'Um Dia De Cada Vez' ~ Martin McDonagh 'Em Bruges' ~ Andrew Stanton, Jim Reardon, Pete Docter 'Wall-E'
Melhor Argumento Adaptado ~ Eric Roth, Robin Swicord 'O Estranho Caso de Benjamin Button' ~ John Patrick Shanley 'Dúvida' ~ Peter Morgan 'Frost/Nixon' ~ David Hare 'The Reader' ~ Simon Beaufoy 'Quem Quer Ser Bilionário?'
Melhor Documentário ~ The Betrayal ~ Encounters At The End Of The World ~ The Garden ~ Homen No Arame ~ Trouble The Water
Melhor Banda Sonora ~ O Estranho Caso de Benjamin Button ~ Resisitentes ~ Milk ~ Quem Quer Ser Bilionário? ~ Wall-E
Melhor Música Original ~ Down To Earth 'Wall-E' ~ Jai Ho 'Quem Quer Ser Bilionário?' ~ O Saya 'Quem Quer Ser Bilionário?'
Melhor Edição ~ Kirk Baxter, Angus Wall 'O Estranho Caso de Benjamin Button' ~ Lee Smith 'O Cavaleiro das Trevas' ~ Mike Hill, Dan Hanley 'Frost/Nixon' ~ Elliot Graham 'Milk' ~ Chris Dickens 'Quem Quer Ser Bilionário?'
Melhor Documentário Curto ~ The Conscience of Nhem En ~ The Final Inch ~ Smile Pinki ~ The Witness - From the Balcony of Room 306
Melhor Fotografia ~ Tom Stern 'A Troca' ~ Claudio Miranda 'O Estranho Caso de Benjamin Button' ~ Wally Pfister 'O Cavaleiro das Trevas' ~ Chris Menges, Roger Deakins 'The Reader' ~ Anthony Dod Mantle 'Quem Quer Ser Bilionário?'
Melhor Guarda-Roupa ~ Catherine Martin 'Australia' ~ Jacqueline West 'O Estranho Caso de Benjamin Button' ~ Michael O'Connor 'A Duquesa' ~ Danny Glicker 'Milk' ~ Albert Wolsky 'Revolutionary Road'
Melhor Mistura de Som/Efeitos de Som ~ David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce, Mark Weingarten 'O Estranho Caso de Benjamin Button ~ Lora Hirschberg, Gary Rizzo, Ed Novick 'O Cavaleiro das Trevas' ~ Ian Tapp, Richard Pryke, Resul Pookutty 'Quem Quer Ser Bilionário?' ~ Tom Myers, Michael Semanick, Ben Burtt 'Wall-E' ~ Chris Jenkins, Frank A. Montaño, Petr Forjet 'Procurado'
Melhor Edição de Som ~ Richard King 'O Cavaleiro das Trevas' ~ Frank Eulner, Christopher Poye 'Homem de Ferro' ~ Tom Sayers 'Quem Quer Ser Bilionário?' ~ Ben Burtt, Matthew Wood 'Wall-E' ~ Wylie Statemen 'Procurado'
Melhor Curta-Metragem ~ Auf der Strecke (On the Line) ~ Manon On The Asfalt ~ New Boy ~ The Big ~ Spielzeugland (Toyland)
Melhor Curta-Metragem de Animação ~ La Maison de Petits ~ Lavatory - Lovestory ~ Oktapodi ~ Presto ~ This Way Up
Melhor Caracterização ~ Greg Cannom 'O Estranho Caso de Benjamin Button' ~ John Caglione. Jr., Conor O'Sullivan 'O Cavaleiro das Trevas' ~ Mike Elizalde, Thom Flout 'HellboyII: O Exército Dourado'
Melhor Direcção de Arte ~ James j. Murakami, Gary Fettis 'A Troca' ~ Donald Graham Burt, Victor J. Zolfo 'O Estranho Caso de Benjamin Button' ~ Nathan Crowley, Peter Lando 'O Cavaleiro das Trevas' ~ Michael Carlin, Rebecca Alleway 'A Duquesa' ~ Kristi Zea, Debra Schutt 'Revolutionary Road'
Melhores Efeitos Especiais ~ Eric Barba, Steve Preeg, Burt Dalton, Craig Barron 'O Estranho Caso de Benjamin Button' ~ Nick Davis, Chris Corbould, Tim Webber, Paul Franklin 'O Cavaleiro das Trevas' ~ John Nelson, Ben Snow, Dab Sudick, Shane Mahan 'Homem de Ferro'
Há pessoas com quem gostávamos de estar mais tempo, mas ou não podemos, ou não conseguimos, confesso que às vezes, não queremos. Desculpas que justificam precariamente quase tudo. Mas depois, de tempos a tempos, temos notícias dessa pessoa e somos só sorrisos. E ficamos contentes por aquele bocadinho. Tão contentes que paramos para pensar que às vezes não damos o devido valor a essas pessoas porque não sabemos o que significam para nós até estes insignificantes momentos. E elas não sabem o que significam para nós. Fiz amigos na faculdade. Amigos com quem convivi na faculdade e amigos com quem convivi na vida. Que me fizeram rir, e que fiz rir (gosto de pensar assim). Recebemos constantemente mails a dizer para perdermos alguns minutos para os reencaminharmos àqueles que consideramos nossos amigos. Os que me conhecem, sabem que não gosto muito de os enviar. E já nem esperam muito de mim. Mas de vez em quando sabem que podem contar com sms com palavras parvas mas pessoais. Ou sabem que podem contar com outro tipo de manifestações, como aqui no blog. Tenho muitas saudades de algumas dessas pessoas. A manifestação de hoje é em forma de música. Uma música que gosto muito. Esta é uma das versões que mais gosto depois de a ter ouvido na série Serviço de Urgência, quando o Dr. Mark Greene morre. A música fala da possibilidade de, além do arco-íris, existir um lugar onde os problemas desaparecem ou "derretem como rebuçados de limão" (ok, a metáfora com os rebuçados, que parece ser escrit por uma criança, deve-se ao facto de a versão original ser cantada, efectivamente, pela menina do Feiticeiro de Oz - apenas como curiosidade). Agora sim, que os meus problemas, os vossos, os da Ana Teresa e os da Sílvia desapareçam quando virem o próximo arco-íris.
Chove, troveja, e está frio, e tenho de ir para Cantanhede? Pior, tenho que ir para Coimbra? Mas porquê? Está tanto frio!
Um dia de chuva
Parte I - Ficar em casa Ah, não me apetece mesmo nada sair de casa com tanta chuva e tanto frio. Joana não queres fazer o contrário? Em vez de eu ir para Cantanhede, vens tu ao Luso, ficas cá em casa e amanhã vais directa para casa da tua tia. Que dizes? Não Catarina, não foi isso que combinámos. Verdade, mas quando combinámos não estava esta "fabulosidade" de tempo. Vens até Cantanhede, diz-me ela, depois de almoço, e se continuar a chover ficamos por casa e corremos uma maratona de filmes interessantes.
Parte II - Em Cantanhede 1 Ok, ok, fazes o que tens a fazer Catarina. Também de frio não podes morrer, não é? Só tens de aguentar um dia de frio. Além disso tu adoras aquele aquecedor da Joana. O que tiver de ser, será. Vai com cuidado, que as estradas estão ideais para os despistes. Ok, pai. Mando toque quando chegar. Mas agora, vou a conduzir, deixo o telemóvel de lado.
Madcon - Beggin'
Ok, já cá estou. Pelo menos já não chove tanto. Toco à campainha da porta do prédio da Joana. Mas que porra, ela não abre. Deixa mandar sms. Olha, mas tenho aqui uma dela, há um quarto de hora a pedir que viesse daí a uma hora. Bom, muito bom. Agora, vou ter que esperar uma hora, no carro, ao frio. Olha, Joana, quando vi a sms já estava em Canta, agora fico aqui à tua espera. Oh Catarina não, sobe, eu estou só a aspirar. Uau, que fixe Joana. Abre a porta que ela ultimamente tem estado aberta. Pois, mas hoje não é um desses dias. Eu detesto a tua porta e ela odeia-me. Espera, um click, deixa-me tentar agora. Olha, abriu-se! Oh, mas agora não me lembro de qual é o teu andar, nunca me lembro. Vou pelas tuas escadas, hei-de reconhecer a tua porta pelo tapete. Este tapete (ás flores) é a cara dela mas, espera, estou a ouvir o aspirador e parece que vem de cima. Ah sim, afinal, este é que é o AP da Joana. Então mas que é dela? Tem o aspirador a trabalhar, a porta escancarada, ouço vozes. Joana?
Sms's: Joana -> Catarina 14h39 "Que azar do caraças" 14h40 "Anda estava aberta" (entretanto, hã?!, ela foi lá baixo pelo elevador enquanto eu subia pelas escadas? Ah ah) 14h10 "Estou aqui e a porta está aberta"
Catarina -> Joana 14h41 "sim, eu sei. Mas eu estou à porta de tua casa. Dentro"
Joana -> Catarina 14h41 (em simultâneo com aquela que envio) "Podes vir. Não vou para a rua porque está a chover e estou de pijama" (eu - ah ah, que comédia) 14h41 "Dentro" 14h42 "......."
Do vão das escadas, oiço a Joana lá em baixo. "Oh c'um caraças". Ok, Joana, vou usar a tua casa-de-banho senão mijo-me aqui mesmo. Ah, cá estás tu. Lol. Finalmente, dá-me um beijo. Oh, que comédia. Então vai vendo os horários enquanto eu acabo de arrumar a casa. Ok, já te disse que adoro a tua cadeira?
Depois de meia hora à procura de estacionamento, lá vamos nós primeiro tirar os bilhetes. Lembras-te da outra sessão, Joana? Só nós as duas? Desta vez uma sala mais composta. Mas antes e como ainda falta uma hora (mais ou menos) para o filme começar, vais comer, que já tens fome. Eu não quero nada. O almoço foi farto. Anda, sentemo-nos nesta mesa. Hum, acho que esta não era a mesa que eu tinha em mente. Mas como tudo tem uma razão de ser, olha, olha um bilhete para mim. Espera será que corei muito. Oh Deus! Joana, é por isto que gosto de saídas no feminino. Abrem-se possibilidades.
Ao rapaz do bilhete: Olá, chamo-me Catarina. Elogio em altura ideal, obrigado. Não disse nada no momento porque o dia era meu e da minha amiga, mas ficou registado. :p
Voltando ao filme. Depois de dois cafés (a Joana entende-me) e depois de uma corrida aos M&M's e Maltesers (da Joana, a meu pedido, com sequência de sms Joana -> Catarina: caixa, pagar, elevador, subir, 1º andar), vamos ver se o filme faz jus às críticas (positivas e negativas). O óptimo deste filme é fazer-nos pensar, darmos valor à visão. Imaginemos o que seria de nós, todos nós, se de um dia para o outro, deixássemos de ver. Perdemos a identidade, raça, valor, dignidadde. Mergulhamos no mais profundo da decadência humana. Não é a mesma situação quando falamos de uma pessoa que fica cega e que tem quem a ensine ou ajude a adaptar-se à sua nova condição; e quando todos cegam, ao mesmo tempo, sem direito à aprendizagem suave. Só vendo o filme para perceber.
Parte IV - Em Cantanhede 2 Espera, antes de irmos, vamos buscar os pacotes de café, não é, Joana? Vamos embora, passamos por Ança, ver se a Milena já dorme, conversar um pouquinho no carro enquanto emborcamos mais umas guloseimas. Ah, e temos de passar pelo clube de vídeo. Desta vez, escolhemos um light para descontrair. Mas só depois do jantar. Arroz de milho e ervilhas, quadrados de porco à moda de Maria Jockitas. Agora sim, vamos ao filme.
Mal Casado
Na cama, debaixo dos cobertores, ao quente, com o maravilhoso aquecedor da Joana, aquela maravilha tecnológica. Este filme é uma comédia romântica previsível, como começam a ser os filmes do Ben Stiller, que tem outro filme praticamente igual. Mas hei estamos numa de descontra, de rir e de fim de dia. Pronto, o filme já acabou. Posso apagar as luzes? Podes. Já agora, podemos falar um bocado no escuro enquanto uma de nós não adormece? Claro, e já agora, Catarina, se eu amanhã não estiver acordada às 11h30, interrompes o teu livro e chamas-me? Claro Joana.
Parte V - Manhã Bom dia Joana. Ups, ainda estás a dormir. Ok, vou ficar aqui mais um pouco com os olhos fechados, enquanto dormes. E, passadas umas horas, e com algumas palavras pelo meio (das quais a Joana dificilmente se lembrará), ela desperta, mais especificamente, com um telefonema. E com isto, há que acordar com música.
Depois de vos ter mostrado o tema do novo 007, e no seguimento da estreia do novo filme da saga, alguém se lembrou de fazer uma lista dos 10 melhores temas do Bond. Não sei se concordam com a ordem ou não. Não sei sequer se são fãs dos filmes, mas para quem quiser aqui fica a falada lista.
10 Moonraker (007 Aventura no Espaço)
9 On Her Majesty's Secret Service (007 Ao Serviço de Sua Majestade)
8 You Only Live Twice (007 Só Se Vive Duas Vezes)
7 From Russia With Love (007 Ordem Para Matar)
6 Live And Let Die (007 Vive e Deixa Morrer)
5 Goldeneye (007 Goldeneye)
4 You Know My Name (007 Casino Royale)
3 Goldfinger (007 Goldfinger)
2 Thunderball (007 Operação Relâmpago)
1 James Bond Theme (Agente Secreto 007 - Dr. No)
Concordo, mais do que concordado, com o primeiro lugar, que é o que marcou desde o início esta saga de espiões secretos. Mas na minha opinião, de gente jovem, acho que ficaram muitos outros de fora, e mais recentes, mas esta lista foi pensada tendo por base a sua nomeação para óscars ou outras grandes distinções. Ainda assim, acho que deveriam ser incluidos, por exemplo, Diamonds Are Forever, Die Another Day, ou The World Is Not Enough. Mas isto sou só eu.
A dream, de Common. Pertence à banda sonora do filme de que hoje vos falo.
Esta tarde, encontrei um novo filme para ver no youtube. Seria o típico filme de uma professora que, para além de ensinar, ainda "salva" os seus alunos da violência das ruas, senão fosse mais do que isso. Lol. A verdade é que só me pus a vê-lo porque tinha a Hilary Swank, o gajo bom de Anatomia de Grey (que afinal pouco aparece) e tinha o Mario (... o cantor). Não pensei que fosse um filme de drama juvenil, mas comecei a ver, e acabou por me prender. Existem outros filmes do género, mas este é muito bom. Baseia-se na realidade de um grupo de alunos e da sua professora.
Sinopse: (Resumo alargado) O filme começa com uma cena dos motins, em 1992, em Los Angeles e apresenta-nos Eva (April Lee Hernández), uma rapariga latina cujo pai foi preso injustamente por, supostamente, ter retaliado um assassinato de um carro em andamento. Eva inicia-se num gangue, e apenas frequenta as aulas porque é obrigada pelo agente de liberdade condicional. O liceu de Long Beach e os seus arredores são o palco de guerras de gangues, onde ódio e racismo pululam. Entretanto, a ingénua e novata professora Erin Gruwell (Hilary Swank) arranja emprego naquela mesma escola. O seu primeiro dia de aulas acaba por ser chocante ao assistir a uma luta na sala de aula, e a outra de maior escala no pátio do liceu. Uma noite, Eva e uma refigiada do Cambodja, Sindy (Jaclyn Ngan), encontram-se na mesma loja de conveniência. Outro estudante, Grant Rice (Armand Jones), depois de sair frustrado da loja por ter perdido um jogo depara-se com o namorado de Eva que dispara sobre este, mas acaba por atingir mortalmente o namorado de Sindy. Assistindo a tudo, Eva deve testemunhar em tribunal; ela pretende proteger os da sua raça no seu testemunho. Na escola, Gruwell intercepta um desenho racista de um dos seus alunos, e usa-o para lhes ensinar sobre o Holocausto (acontecimento que, exceptuando um aluno, ninguém conhece). Gradualmente, vai adquirindo a confiança dos jovens e compra-lhes cadernos em branco, a cada um, para que escrevam ai as suas experiências de abuso, de morte e de exclusão. Determinada na mudança dos seus alunos, Gruwell arranja dois part-times para pagar livros novos e começa a passar mais tempo na escola, para desagrado do seu marido (Patrick Dempsey). Os estudantes começam a respeitar e a aprender mais, e a transformação é sobretudo visível em Marcus (Jason Finn). Convida vários sobreviventes do Holocausto para falarem sobre as suas experiências à turma, e leva-os numa viagem de estudo ao Museu da Tolerância. Entretanto, os seus métodos de ensino são criticados pelos seus colegas e pela responsável pelo seu departamento Margaret Campbell (Imelda Staunton). O ano seguinte chega, e Gruwmell permanece com a mesma turma. Na aula, quando lêem o Diário de Anne Frank, decidem convidar Miep Gies. Já nos EUA, no liceu, Miep conta-lhes sobre a sua experiência de esconder Anne Frank. Quando Marcus lhe diz que ela é sua heroína, Miep nega-o, dizendo que estava simplesmente a fazer o que era certo. A sua nega leva Eva a repensar no que há-de dizer no tribunal. E quando finalmente chega o dia, acaba por contar a verdade. Entretanto, Gruwell dá aos seus estudantes um novo projecto, em que devem transformar os seus diários em livro. É assim que nasce The Freedom Writers Diary. O filme acaba com a mensagem de que Gruwell terá conseguido com que muitos dos seus alunos se tivessem graduado.
Como eu disse em cima, este filme baseia-se em factos muito reais. A professora, os alunos e o livro existem de facto. O Diário dos Escritores da Liberdade: Como Uma Professora e 150 Adolescentes Usaram a Escrita Para Mudarem-se a Si Próprios e ao Mundo à Sua Volta é um livro de não ficção de 1999 escrito pelos Freedom Writers, um grupo de estudantes de Woodrow Wilson High School em Long Beach, Califórnia, e pela sua profussora Erin Gruwell. The Freedom Writers Diary surgiu no seguimento da tarefa proposta pela professora para escreverem sobre os seus passados, presentes e futuros. O método de ensino, de facto, teve origem num desenho racista que circulava na aula, e no facto de que, ao compará-lo àquele que deu origem ao Holocausto, se ter deparado com semblantes vazios.
A 24 de Março de 2008, uma professora de inglês em Indianapolis, Indiana, Connie Heerman, foi suspensa por ano e meio sem direito ao ordenado por usar o referido livro na sala de aula, contrariando a decisão do quadro superior da escola. Os professores objectaram contra o conteúdo racial e sexual.
A verdade é que a inspiração para este post partiu de uma lista menos pessoal, baseada em prémios da Academia e outros que tais, e para essa lista podem ir ao site The List Universe. Esta é uma lista que eu e a Joana organizámos de acordo com a nossa infância. E essa era marcada por aqueles grandes clássicos da Disney. Esses filmes que nós nos punhamos a ver até decorarmos músicas e diálogos. E cantávamos e cantávamos. Éramos crianças felizes, lol. Ou seja, esta introdução serve só para dizer que outras listas podiam ser feitas, com outras músicas incluídas. Além disso, conforme os nossos vídeos eram em português europeu ou brasileiro, os vídeos aqui também o são. Porque é também a pronúncia que nos faz recordar, não é Jockitas? Façam a vossa.
10 Corcunda de Notre Damme - Longe do Mundo (1996)
9 Aristogatos - Escalas e Harpejos (1970)
8 Peter Pan - Pode Voar (1953)
7 Cinderela - Bibbidi-bobbidi-boo (1950)
6 Tarzan - Tu Vives no Meu Coração (1999)
5 A Pequena Sereia - Fora do Mar (1989) Não é por gostar mais deste filme do que outro, mas por a música ainda ter muitos diálogos pelo meio, a música tá separada em dois vídeos.
Finalmente ontem vi o filme que queria ver há tanto tempo e do qual já vos falei, P.S. - I Love You. As únicas coisas que ligam o filme e o livro são as presonagens e a história das cartas que um marido morto deixa à mulher. Normalmente, quando se lê primeiro um livro, fica-se desanpotado com o filme e vice-versa. Pois, ligeiramente desiludida. Estamos sempre à espera que siga o livro à risca, mas nunca acontece. Até há adaptações interessantes e, não é que esta não o seja. Mas como vos digo, por ter lido primeiro o livro, fiquei desiludida. Agora se esquecermos o livro, como se este fosse apenas mais um filme, gostei do filme. Nunca tinha chorado num segundo, para no segundo a seguir estar a rir às gargalhadas agarrada à barriga, literalmente. É adorável. Fartei-me de rir com a dança do Gerry e chorei com algumas cartas. Ri das raparigas no barco e chorei quando Holly finalmente se deixou chorar livremente. E não podem esquecer que eu adoro a Irlanda, portanto é logo mais um ponto a favor. Enfim. Um filme tipicamente romântico, e talvez para algumas pessoas, mórbido, mas uma morbidez saudável. Vejam o filme, quanto mais não seja, para receber uma crítica de volta.
Como no outro post não cheguei a colocar o trailer, aqui fica agora.